Autocarro

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right|thumb|300px|Ônibus Van Hool. right|thumb|250px|Autosan A0808MN Sancity Um autocarro (português europeu) ou ônibus (português brasileiro), machimbombo (português angolano e moçambicano), toca-toca e otocaro (português de Guiné-Bissau) é um veículo que tem como principal função o transporte de passageiros. O nome brasileiro tem como origem o termo omnibus, que em latim significa "para todos"; em Portugal, até à década de 1940 para designar estes veículos era utilizado o termo "auto-ómnibus" ou "auto-ónibus", tirado dos "ómnibus", veículos de transporte coletivo de passageiros que circulavam nas principais cidades portuguesas a partir de meados do século XIX, mas puxados a cavalos.

Índice

[editar] História

O conceito de ônibus como modalidade de transporte público tem sua origem na cidade de Nantes, França onde, em 1826, Stanislav Baudry[1] decidiu estabelecer um transporte entre o centro da cidade e as instalações de banhos públicos de sua propriedade em Richebourg, nos arredores da cidade. O serviço combinava as funções das carroças hackney com as das diligências que percorriam uma rota pré-determinada, transportando passageiros e correio. O veículo era dotado de bancos de madeira ao longo do mesmo e a entrada era efetuada por trás.

O termo ônibus parece vir do local onde os carros faziam o ponto final, diante de uma chapelaria, cujo dono, Omnes, em um jogo de palavras com seu próprio nome, denominou Omnes Omnibus, "tudo para todos". O nome pareceu bastante apropriado para o novo transporte coletivo e por associação foi adotado por este[2]. Em outras versões da história, porém, ônibus simplesmente decorre de voiture omnibus ("carro para todos")[3].

O aparecimento do ônibus foi fator fundamental para o surgimento dos serviços de transporte público. Transportar passageiros demonstrou ser tão economicamente interessante que Baudry abandonou o negócio dos banhos e passou a dedicar-se exclusivamente a isso. Foi em Paris, no entanto, que ele resolveu em 1828 fundar, com outros sócios, a Entreprise Générale des Omnibus.

Seja por emulação direta ou porque a idéia já pairava no ar, em 1832 já teriam sido implementados serviços semelhantes em Bordéus e Lyon. Um jornal de Londres registrou, no dia 4 de Julho de 1829, que "o novo veículo, chamado de omnibus, começou a fazer a ligação de Paddington à cidade". Esse serviço era operado por George Shilibeer. [[Ficheiro:Mondego expressotiradentes.jpg|right|thumb|300px|Cena do cotidiano, em que é visto um ônibus urbano em circulação na cidade de São Paulo.]] Em Nova Iorque, foram lançados serviços de omnibus no mesmo ano, quando Abraham Brower, um empreendedor que organizou companhias voluntárias de bombeiros, estabeleceu a ligação ao longo da Broadway começando em Bowling Green; outras cidades americanas seguiram-se: Filadélfia em 1831, Boston em 1835 e Baltimore em 1844.

Em 1830, o britânico Sir Goldworthy Gurney desenvolveu uma longa carruagem movida a vapor[4], provavelmente o primeiro ônibus motorizado. Mas, nas grandes cidades onde o transporte coletivo se desenvolvia, a tração animal evoluia para o transporte sobre trilhos.

Em 1895, Karl Benz criou o primeiro ônibus movido por um motor a explosão. Dotado de um motor a gasolina de 5cv, o ônibus de Benz alcançava 15Km/h e transportava até oito passageiros entre as localidades de Netphen e Deutz[5].

O serviço de ônibus produziu repercussões na sociedade e na urbanização. Socialmente, o serviço colocava pessoas, em intimidade física sem antecedentes, espremidos uns contra os outros numa pressão democrática que mesmo a pessoa de classe média com a mentalidade mais liberal tinha experimentado antes. Só os mais pobres permaneciam excluídos. Assim surgiu uma nova divisão na sociedade urbana, dividindo aqueles que possuíam carruagens e os que não possuíam.

O serviço de ônibus estendeu o alcance da cidade norte-atlântica, pós-georgiana e pós-federal. A caminhada da antiga vila de Paddington à baixa de Londres era dura até para um jovem em boa condição física. O serviço de ônibus ofereceu uma nova disponibilidade ao interior da cidade dos seus subúrbios mais próximos.

Uma urbanização mais intensa seguiu-se. Dentro de poucos anos, o serviço de ônibus de Nova Iorque tinha como rival o eléctrico (bonde): o seu primeiro serviço percorria a rua Bowery, que oferecia uma grande melhoria nas condições por percorrer sobre carris de ferro em vez de andar sobre estradas de blocos de granito, o que traduzia-se numa viagem mais suave. Os novos eléctricos foram financiados por John Mason, um banqueiro rico, e construídos por John Stephenson, um empreiteiro Irlandês.

Quando os transportes motorizados comprovaram o seu valor após 1905, um omnibus motorizado era, por vezes, intitulado autobus.

[editar] Fabricantes

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Chassis
Carrocerias
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[editar] Ver também

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[editar] Referências

[editar] Ligações externas


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